25
ago/09
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Questões sobre o uso da arbitragem eletrônica

O árbitro Arílson Bispo da Anunciação cometeu erros aos montes no jogo entre Corinthians e Botafogo, no Pacaembu. Discutir qual clube foi mais prejudicado não ajuda em nada. O fato é que a arbitragem brasileira está um caos.

O jornalista Juca Kfouri discute em seu blog e na CBN sobre a adoção da arbitragem eletrônica para corrigir equivocos. Sem dúvida alguma resolveria muitos dos problemas, mas há empecilhos.

Se a arbitragem eletrônica for adotada, ela teria que acontecer por completo. Não adianta apenas os jogos da Série A, por exemplo, usarem do recurso se outras divisões não tiverem a ajuda da tecnologia. Enquanto as polêmicas se dirimirem onde há o uso da nova ferramenta, o caos estará instalado em campeonatos que não tiverem condições de fazê-lo.

Outra questão é como colocar em prática a utilização do olhar eletrônico durante as partidas. Se todo lance for questionado veremos mais o árbitro analisando jogadas do que bola rolando. A solução seria adotar uma quantidade de desafios para cada time, como acontece nos jogos de tênis e de futebol americano. De certa forma, o erro cometido pelo árbitro vai para o colo do técnico. Se a marcação foi errada, porque não desafiou? Isso diminuiria sensivelmente a pressão que sofrem os homens de preto.

O essencial, no entanto, é investir na formação de quem pratica esta função para que exista coerência e critério nas marcações, algo que está longe de acontecer no Brasil. E para isso, talvez seja necessário profissionalizar os homens e mulheres que são tão importantes neste espetáculo chamado futebol. Onde todo mundo lucra muito, menos aqueles que fatalmente são os mais criticados.

24
ago/09
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Deixem Defederico ser… Defederico

Defederico nem jogou e já é comparado com craques consagrados

Defederico nem jogou e já é comparado com craques consagrados

O argentino Defederico, novo reforço do Corinthians, chegou a São Paulo e, logo de cara, teve que responder aos comentários de que seria o “novo Messi”. Não passou despercebida, também, a vitoriosa passagem do compatriota Carlitos Tevez no Timão em quem o recém-chegado diz se espelhar.

Defederico pode ser tudo isso. Mas o mais provável é que não seja.

No entanto, já chega pressionado e vestindo a camisa 10 do Corinthians. Na primeira partida que decepcionar vai ser cobrado como geralmente acontece com os craques alvinegros. Douglas, antigo dono da 10, enfrentou isso na pele. Conquistou todos os títulos que disputou no Parque São Jorge, foi titular absoluto e, mesmo assim, não deixou saudades. A expectativa em relação a ele (carrasco do São Paulo, meia cerebral do São Caetano) não fez jus ao futebol – acima da média – que apresentou.

Seria importante que a diretoria corintiana deixasse claro que não está contratando um novo Messi ou um substituto para Carlitos Tevez, que teve simbiose rara com a Fiel. Está trazendo um jogador argentino, promissor e de apenas 20 anos.

Assim, Defederico pode se preocupar apenas em ser… Defederico.

24
ago/09
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Jogadores tomando cerveja! Oh, meu deus!

A patrulha do politicamente correto adora criticar as propagandas para uma marca de cerveja protagonizadas por Ronaldo e Cafu. Ficarão escandalizados com o que fez o Bayern de Munique! O clube alemão perfilou todos os seus jogadores tomando uma gelada! Que absurdo! E o exemplo para as criancinhas?

Divulgação

20
ago/09
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Convocação de Dunga é irritantemente coerente

Próximo da vaga para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, não é o momento para Dunga inventar na Seleção Brasileira. E é assim que tem que ser. As convocações do técnico brasileiro são, como de costume, irritantemente coerentes.

A surpresa, e ela nem foi tão grande assim, foi a convocação do atacante Adriano. Merecido, embora não tenha ninguém melhor para chamá-lo em seu lugar. Dunga está desiludido com os fracos desempenhos de Alexandre Pato, do Milan. E mesmo que Diego Tardelli esteja em um bom momento, o camisa 9 do Flamengo é mais calejado em jogos como o da Argentina, dia 5 de setembro, em Rosário.

O principal problema continua sendo a lateral-esquerda da Seleção Brasileira. A única posição que pode ter mudanças drásticas até a Copa do Mundo. André Santos é inconstante e Filipe Luís, do La Coruña, um novato.

20
ago/09
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Rogério Ceni defende o dedicado Richarlyson

Richarlyson, incansável, é peça importante da recuperação do São Paulo

Richarlyson, incansável, é peça importante da recuperação do São Paulo

Finalmente, alguém no São Paulo resolveu defender publicamente o volante Richarlyson. Ninguém mais apropriado para isso do que o ídolo Rogério Ceni.

“O Richarlyson é um grande jogador e, acima de tudo, tem personalidade. Ele sofre preconceito por parte de muita gente, mas é um cara com o qual eu tenho orgulho de trabalhar no dia a dia. Ele se empenha demais. É o tipo do jogador que você pode sempre contar, seja na alta ou na baixa”

Richarlyson merece defesa constante contra os intolerantes do futebol. Dedica-se integralmente ao São Paulo, acreditou na recuperação do time quando todos viam o tricolor como carta fora do baralho e é peça essencial desta brilhante sequência de sete vitórias.

Uma facção da torcida são-paulina, no entanto, continua dando maior relevância a questões pessoais do volante do que aos seus feitos em campo.

Esta defesa deve acontecer não somente porque Richarlyson está em um grande momento. Já deveria ter acontecido há muito tempo. Mas nunca é tarde para calar estes bandidos que se dizem “torcedores” do São Paulo.

6
ago/09
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O direito de Luxemburgo falar bobagem

Após a vitória por 0 x 1 do Santos sobre o Coritiba, Luxemburgo resolveu comentar a polêmica decisão judicial determinando que os torcedores deveriam usar máscaras no estádio, em Cascavel, por causa do vírus H1N1. Ele disse que isso aumenta o pânico da população e que há um certo exagero.

Não sou fã de Luxemburgo, não gostaria de vê-lo treinando o meu time e discordo de muitas das práticas que ele se utiliza nos clubes em que treina. Mas nem por isso lhe nego o direito de dizer o que pensa.

Muitos comentaristas criticaram as palavras do técnico dizendo que ele não entende o suficiente sobre gripe suína. Não é uma autoridade no assunto. Mesmo que fale a maior bobagem, qual é o problema do técnico santista falar o que pensa? É uma pessoa pública, como tantas outras que opinam sobre isso sem entender completamente. Só porque é técnico de futebol não pode emitir uma opinião?

Muito da reprovação às palavras de Luxemburgo (e até mesmo certa gozação) está relacionado a péssima imagem que o próprio criou ao longo de sua carreira. Se fosse outro técnico a tecer comentários sobre gripe suína, como Mano Menezes, Paulo Autuori e Muricy Ramalho, certamente não ouviríamos tantas críticas.

“Ah, mas ele poderia ficar quieto!” Sim, poderia, mas ao em vez disso, resolveu questionar a decisão como um cidadão comum. Pode-se, claro, discordar do que ele disse. Mas censurá-lo é errado. Mesmo se tratando de Luxemburgo.

4
ago/09
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Belluzzo, felizmente, vai na contramão

Corajosa e reconfortante a entrevista de Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras, para o Bate Bola da ESPN Brasil.

O dirigente negou a saída do volante Pierre. Ainda disse que nenhum jogador será negociado até o final do Campeonato Brasileiro e totalmente contrário aos clubes que negociam atletas nesse período. Com tantos times perdendo suas estrelas (o maior exemplo é o Corinthians), a notícia é um alívio.

Se cumprir a promessa (e o torcedor palmeirense certamente vai cobrar se isso não acontecer), o Palmeiras se torna, ainda mais, seriíssimo candidato ao título de campeão brasileiro.

4
ago/09
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Uma regra básica

O jornalista Mauricio Stycer, blogueiro e reporter especial do Ig, fez em seu Twitter uma pergunta importante para os colegas de trabalho que cobrem esportes: “Amigos jornalistas esportivos, é utopia pensar em só publicar notícias sobre transferência de jogador se confirmada por três fontes diferentes?”

Automaticamente respondi, quase instintivamente, o seguinte: “É utopia. Mas muito do problema está no próprio público que adora uma especulação. Por isso os veículos fomentam isso.”

Stycer, pouco tempo depois, respondeu ao meu tweet de forma elegante, mas reprovadora. “Por favor, não culpe o público pela informação de má qualidade que ele recebe.”

Está corretíssimo. Embora minha intenção não fosse culpar exclusivamente os leitores, o problema maior ainda é causado pelos meios de comunicação que criam maus hábitos no público.

Quantas vezes vemos capas de jornais com supostas contratações que nunca chegam a se concretizar? Hoje mesmo, alguns jornalistas garantiam que Fernandão seria contratado pelo Internacional. Qual foi a surpresa, horas depois, quando o Goiás anunciou o meia-atacante para o Campeonato Brasileiro.

Esses ruídos de comunicação seriam praticamente eliminados se os jornalistas seguissem a regra básica que Stycer menciona e pouquíssimos seguem à risca: confirmar a informação com três fontes diferentes. Enquanto isso não acontecer, o público continuará habituado com especulações que raramente se concretizam e frustrado em relação a isso.

3
ago/09
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O politicamente correto patrulhando o futebol

Leonardo Moura xingou a torcida que pede sua saída do Flamengo

Leonardo Moura xingou a torcida que pede sua saída do Flamengo

Leonardo Moura é um lateral limitado e supervalorizado no futebol brasileiro.  É um absurdo imaginar que um dia já vestiu a camisa da Seleção Brasileira, mas o que fazer.

É um exagero, no entanto, a maneira que estão crucificando o jogador do Flamengo pelos impropérios ditos após marcar o gol de empate do clube carioca contra o Náutico.

Não é uma atitude bonita, sem dúvida alguma. Mas só quem nunca jogou futebol não entende a reação de Leonardo Moura, vivendo sob críticas da torcida rubro-negra. O gol é um momento de desabafo e foi exatamente isso o que aconteceu. Difícil manter a frieza, ainda mais considerando as dificuldades que os jogadores do Flamengo enfrentam neste Campeonato Brasileiro (salários atrasados, privilégios para certos jogadores…). Mesmo assim, fazem campanha acima da média.

É mais uma vez aquela história do politicamente correto invadindo o campo de futebol. Não quer ouvir palavrão? Melhor ficar longe de um estádio. Não só no Brasil como em qualquer lugar do mundo. Ou, inevitavelmente, vai ouvir o que não quer.