set/090
Bosco está na fogueira

A sombra de Ceni atrapalha Bosco
Eu não gostaria de estar no lugar do goleiro Bosco, reserva do ídolo Rogério Ceni no São Paulo. É claro que ele deve ganhar bem melhor do que eu, não tenho dúvida. Mas o assunto não é esse. Retomo.
Ceni pode errar o quanto quiser que sempre terá o tal de “crédito” com a torcida. Bosco, por outro lado, não tem nada na poupança. Jogou poucas vezes como titular, não tem a menor identificação com o clube e na primeira pisada de bola vai ouvir críticas.
Foi assim no domingo passado, quando protagonizou uma bobagem sem tamanho ao lado de André Dias que culminou no gol mais fácil da vida de Ronaldo. Nem quando jogava pelada na tenra infância com os amigos o pançudo fez tento tão fácil. Bosco demorou para sair do gol, não comunicou que estava se aproximando (o famoso grito “É minha!”, lição número um de qualquer arqueiro) e o zagueirão deu um passe brilhante, quase de três dedos, para o Fenômeno completar para as redes.
No segundo tempo, Bosco falhou outra vez: Richarlyson errou, Ronaldo (sempre ele) adiantou demais a bola e o goleiro ficou ali parado. Esqueceu de apertar o triângulo, para quem é familiarizado com Winning Eleven e como diria um grande amigo meu. Para sua sorte, Richarlyson se recuperou.
Bosco sabe que está em situação delicada. Substituir o Grande Líder tricolor não é moleza. Que feche o gol contra o Náutico esta noite, portanto.
set/091
Chega de paradinha
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse hoje no Rio de Janeiro que vai pedir para a International Board, orgão que regulamenta as regras do futebol, o fim da “paradinha”. Está mais do que na hora.
Esse artifício utilizado pelos batedores de penalidades acontece principalmente no Brasil. Virou moda. O jogador vai em direção a bola, dá aquela gingada na frente do goleiro que, sem ter o que fazer, cai no chão. Só então o sujeito decide o canto e faz o gol. Uma sacanagem.
Fui goleiro. Medíocre, é verdade. Meu 1,80m não foi suficiente para ir adiante no futebol e mesmo que quisesse não chegaria a lugar nenhum. Na minha limitadíssima experiência (que se resume a jogos intercolegiais e peladas com os amigos) sempre achava um golpe baixo quando faziam a tal “paradinha”.
Por isso que não há nada mais gostoso do que ver um goleiro que consegue pegar o pênalti apesar da malandragem. A bola vem rolando, devagarzinho e o atacante fica com cara de bunda percebendo a cagada que fez.
set/090
Brincadeira infeliz
Ridículo o vídeo exibido pelo Corinthians no jantar de comemoração dos 99 anos do clube. As imagens mostravam um gavião driblando um bambi vestindo as cores do São Paulo.
Além de uma baita falta de respeito, mostra uma enorme dor de cotovelo do alvinegro em relação ao São Paulo. Uma coisa é a torcida do Corinthians tomar atitudes como essa (embora continue errado do mesmo jeito). Outra completamente diferente é a instituição corintiana fazer esse tipo de brincadeira.
O presidente do Corinthians, Andres Sanches, tentou se desculpar e disse que não autorizaria o vídeo se tivesse visto antes. Que tenha mais cuidado da próxima vez.
set/090
Uma jogada inesquecível de Federer
Sim, todo mundo já sabe que Roger Federer é um gênio do esporte, o maior tenista de todos os tempos. Mas ontem, contra um incrédulo Novak Djokovic, ele fez um lance daqueles que jamais esqueceremos. Olha só:
“Foi a maior jogada da minha vida”
set/090
Dunga precisa de anger management
Patética a reação de Dunga depois do gol de Nilmar que deu a vitória para o Brasil por 4 x 2 diante do Chile. Se suja por pouco, muito pouco.
Seus resultados com a Seleção Brasileira são incontestáveis: campeão da Copa América, da Copa das Confederações e já classificado para a Copa do Mundo de 2010. Seu comportamento publicamente é um vexame. Teve que ser contido pelos integrantes da comissão técnica enquanto xingava um torcedor.
Dunga precisa entender que não importa o que ele faça, sempre haverão aqueles que, por qualquer motivo que seja, vão questioná-lo. Isso na torcida, na imprensa, em qualquer lugar. Ele sabe muito bem que nem mesmo um título de Copa do Mundo traz necessariamente elogios. O melhor exemplo disso é a Seleção de 1994. Ninguém morre de amores por Parreira mesmo com a conquista do tetra.
A CBF deveria colocar Dunga em um programa de Anger Management urgente!