dez/091
Os radicais do futebol
Acabei de ler a história de Tânia Regina da Silva, uma enfermeira da cidade de Curitiba. Ela voltava do trabalho quando uma bomba lançada por torcedores organizados lhe arrancou três dedos da mão direita.
“Eles acabaram com a minha profissão, acabaram com a minha vida, acabaram com tudo, inclusive meus sonhos. São uns monstros”, disse Tânia.
Monstros. São os radicais e fanáticos do futebol. Assim como as religiões, que em sua essência são pacíficas e pregam o bem, o futebol, que prega a alegria, é distorcido e transformado em um instrumento de guerra.
Os guerrilheiros são recrutados nas torcidas organizadas, um câncer do futebol e da sociedade brasileira. Em suas sedes não se prega o amor ao futebol e ao clube do coração. Muito menos o amor ao próximo. Não. Lá se dissemina o ódio ao adversário acima de qualquer coisa. Muitas vezes o ódio ao próprio time como aconteceu com o Palmeiras – no caso Vágner Love – e em Curitiba com os vândalos depredando o patrimônio do Coxa.
Torcedores organizados? Não. Terroristas. E devem ser tratados dessa maneira. Medidas drásticas precisam ser tomadas para varrer esses marginais dos campos de futebol.
Enquanto isso não acontecer pessoas inocentes, como Tânia, é que vão pagar.
E o assunto principal não vai ser o hexa do Flamengo, a incrível arrancada do Fluminense e a classificação do Cruzeiro para a Libertadores. O que continuará invadindo as páginas de esportes são estes vândalos e o que precisa ser feito para evitar que tragédias como as do último final de semana voltem a acontecer.
Deixe um comentário
Nenhum trackback ainda.
14:51 8 de dezembro de 2009
Anselmo,
Falou tudo.
O título ficou marcado pelo vandalismo, inclusive da própria torcida do Flamengo. Comemorar o título náo basta para alguns ignorantes.
Abs