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nov/09
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Pai, amante, amigo e homem

No meio do turbilhão de coisas que têm acontecido na minha vida (falando de coisas pessoais, quem diria), consegui encaixar uma ida ao cinema. Sem muito planejamento, com bons amigos que fiz recentemente. Amizades que surgiram no ambiente mais improvável, lhes garanto, e até por isso são mais valiosas.

Assim como quando o assunto é futebol americano, não sou muito entendido de filmes mas arrisco os meus pitacos. Vamos lá.

“À procura de Eric”, do inglês Ken Loach, é um filme singelo que tem como maior atração o craque francês Eric Cantona, ídolo do Manchester United. A história é sobre seu xará menos afortunado, Eric, um carteiro que vive às turras com os dois enteados que cria com dificuldades. Além disso, Eric amargura-se por não ter levado adiante uma antiga paixão. É um homem à beira de um colapso, cansado e abatido. E a pouca alegria que tem reside na cerveja com os amigos, no Manchester United e em Eric Cantona, cuja imagem em tamanho real ele guarda em seu quarto.

Em uma das inúmeras vezes em que pede ajuda ao Cantona pregado em sua parede, para sua surpresa, surge o “verdadeiro” Cantona sentado em sua cama. Com frases de efeito e muita disposição, o controverso craque francês ajuda Eric a retomar a vida.

Mais do que Eric Cantona, divertidíssimo no filme, Steve Evets, como o carteiro Eric, é sensacional. Personifica com destreza a figura do pai preocupado, amante arrependido, amigo leal e homem em busca de um propósito.

“À procura de Eric” é um filme tenso em muitos momentos, mas fundamentalmente engraçado e tocante. Confesso que me emocionei no fim.