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nov/09
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Caso Henry, Fifa e precedentes perigosos

Henry, malandrinho, controlando a bola com a mão: anular o jogo é bobagem

Henry, malandrinho, controlando a bola com a mão: anular o jogo é bobagem

A Fifa convocou uma reunião extraordinária para discutir, entre outras coisas, o caso Henry. O francês ajeitou a bola com a mão duas vezes antes de cruzar para Gallas fazer o gol da classificação da França para a Copa do Mundo de 2010. A Irlanda foi lesada como poucos na história do futebol.

Henry, claro, se diz muito arrependido e envergonhado do que fez. Até mesmo defendeu uma nova partida. Não se podia esperar outra coisa, obviamente. Ele jamais diria: “É! Meti a mão na bola mesmo e o que importa é que a França se classificou!” Ninguém diria isso mesmo que se sinta dessa maneira. Além disso, com irlandês não se brinca, então é melhor defender um novo jogo mesmo que ele jamais aconteça.

Uma nova partida não será feita porque isso abriria um precedente perigoso. Mesmo com uma irregularidade tão clamorosa como a cometida por Henry, não há como voltar atrás na decisão equivocada do juiz. Serviria como argumento para refazer qualquer jogo com erros de arbitragem, em qualquer lugar do globo. Portanto, aceitar o resultado da partida mesmo com o erro que prejudicou a Irlanda é, sim, a coisa certa a fazer.

O que não é certo é permitir que incidentes como esse voltem a acontecer. Já falei aqui sobre o sistema de desafios da NFL e nem é preciso algo tão sofisticado assim. Também não precisa colocar dois auxiliares a mais atrás dos gols.

Basta colocar um juiz, em um lugar reservado, com um monitor assistindo a transmissão do jogo. Já eliminaria erros crassos como o do jogo entre Irlanda e França.