11
dez/09
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O São Paulo com a cara de Ricardo Gomes

André Luís é a opção mais estranha de Ricardo Gomes

André Luís no São Paulo? Mesmo?

Ricardo Gomes já mostrou que está a altura de comandar um grande time como o São Paulo. Pegou o tricolor paulista perto da zona do rebaixamento e, por pouco, não saiu com o heptacampeonato brasileiro.

Será na montagem do time para 2010, no entanto, que veremos se ele realmente é o técnico campeão que o São Paulo precisa. Este ano, por mais que tenha feito um bom trabalho, pegou um time já montado por Muricy Ramalho. Agora nós veremos um São Paulo com a cara do atual comandante.

Algumas opções feitas por Ricardo Gomes, por enquanto, são curiosas.

Léo Lima é um excelente jogador, não há dúvidas. Mas é inconstante e displicente como poucos no futebol brasileiro.

André Luís é a (possível) contratação mais incompreensível até o momento. Se fosse um baita zagueiro com problemas de temperamento, até daria para entender. Bastaria domar isto para que ele mostrasse todo seu potencial.

Mas não. André Luís é um defensor abaixo da média que, ainda por cima, não sabe controlar os nervos. Protagonizou uma das cenas mais patéticas de 2008 quando tirou o cartão amarelo das mãos do juiz e apresentou ao próprio, quando ainda jogava pelo Botafogo. Além disso, o zagueiro não poderá participar das seis primeiras partidas da Libertadores exatamente por causa deste episódio.

Este novo São Paulo montado por Ricardo Gomes terá como objetivo principal fazer um bom papel na Libertadores da América. E para a exigente torcida do tricolor fazer um bom papel é chegar ao título. Menos do que isso não importa.

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jul/09
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Estudiantes bate Cruzeiro e é campeão com justiça

Verón tirou os jogadores do Cruzeiro do sério e liderou o Estudiantes ao tetracampenato da Libertadores

Verón tirou os jogadores do Cruzeiro do sério e liderou o Estudiantes ao título da Libertadores

O Estudiantes venceu o Cruzeiro por 1 x 2 no estádio do Mineirão e sagrou-se tetracampeão da Libertadores da América. Nada mais justo.

Justo porque os argentinos sabiam das suas limitações e determinaram o ritmo da partida praticamente o jogo todo.

O Cruzeiro, por outro lado, mostrou-se nervoso e em nenhum momento impôs o toque de bola que o levou à final da Libertadores.

O Estudiantes estava melhor preparado para uma partida ríspida em que o árbitro chileno Carlos Chandía deixava a bola rolar e marcava pouquíssimas faltas. Enquantos os jogadores do Cruzeiro pediam falta, os do Estudiantes tratavam de colocar a bola no chão e jogar.

No início do segundo tempo, o Cruzeiro tomou controle da partida e chegou ao primeiro gol com Henrique, em bola desviada em Desábato. Daí para frente, no entanto, ao em vez de concretizar a superioridade, os mineiros esqueceram que havia mais meia hora de jogo. Não era hora de relaxar.

Mas, infelizmente, relaxaram. E o determinado Estudiantes, regido pelo experiente meia Verón, não só buscou o empate como virou a partida. Gols de Fernández e Cellay.

Uma pena.

Mas o título da Libertadores, certamente, está em boas mãos.

15
jul/09
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As duas faces de Kléber, o Gladiador

O camisa 25 é solução quando o assunto é gols. Mas quando é expulso...

O camisa 25 é solução quando o assunto é gols. Mas seu temperamento pode atrapalhar

O goleiro Fábio foi a principal arma do Cruzeiro para garantir o empate sem gols contra o Estudiantes de La Plata, na Argentina. Hoje, a Raposa joga no Mineirão para se tornar tricampeã da Libertadores e quem pode ser decisivo é o atacante Kléber, um jogador que apresenta duas faces: tanto pode ser solução, como um problema.

Por um lado, o estilo guerreiro do jogador (que lhe rendeu o apelido de Gladiador) o torna um tormento para a defesa adversária. O único recurso para pará-lo, sem exagero nenhum, é fazendo falta. Kléber protege muito bem a bola, usa muito o corpo e não só conclui para o gol como cria oportunidades para os companheiros.

Por outro lado, o estilo guerreiro do jogador o torna um tormento para o próprio Cruzeiro. Kléber é ríspido (e muitas vezes desleal) nas jogadas e já recebeu três cartões vermelhos em sua passagem na Toca da Raposa. Na estreia, exatamente contra o Estudiantes, o Gladiador fez dois gols e foi expulso em 14 minutos. Ou seja, ao mesmo tempo que ele resolve a parada, pode tornar-se uma dor de cabeça para Adílson Batista se for expulso.

Na final de hoje, Kléber será o principal foco dos jogadores argentinos. Os hermanos tentarão tirá-lo do sério de todas as maneiras possíveis. Se o Gladiador mantiver a cabeça no lugar, as chances do Cruzeiro sair campeão são enormes.