nov/090
São Paulo pode vencer quase sem querer

O São Paulo de Ricardo Gomes e Rogério Ceni pode vencer por falta de adversários competentes
O São Paulo está a caminho de conquistar o tetra-hepta do Campeonato Brasileiro meio que sem querer. O tricolor paulista bem que tentou entregar de bandeja o título para Palmeiras e Flamengo. Mas nenhum dos dois se apresentou para abocanhar a taça.
Na 34ª rodada o São Paulo empatou um jogo que poderia ter vencido contra o Grêmio, no Olímpico. Sim, o tricolor gaúcho é o melhor mandante do Brasileirão. Mas o jogo esteve nas mãos do time de Ricardo Gomes que desperdiçou a chance de vencer por causa das expulsões patéticas de Borges e Dagoberto.
O Palmeiras, no entanto, ao em vez de aproveitar a chance sucumbiu diante do Fluminense no Palestra Itália. Imperdoável para quem quer ser campeão.
Na última rodada vimos o mesmo filme. O São Paulo perdeu para um valente Botafogo por 3 x 2 no Engenhão. O Flamengo entrou em campo sabendo que a vitória lhe daria pela primeira vez a liderança do Brasileirão 2009. Bastava vencer o Goiás, time sem motivação alguma no torneio.
Pois é, não conseguiu. Se houve mala-branca não importa. O suposto dinheiro recebido pelos jogadores do Goiás não pode ser motivação maior que o desejo dos flamenguistas de ser campeão.
Desta maneira – meio sem querer, quase que por acidente, por falta de adversários competentes – o São Paulo, que não foi tão competente como de costume neste Brasileirão, tem tudo para chegar ao título.
A não ser que tente dar mais uma mãozinha para os concorrentes falhando diante do Goiás. Nada impossível. Mas será que alguém, finalmente, vai aproveitar a oportunidade?
nov/091
Agora também tem que torcer pelo juiz

Elmo Resende depois do gol palmeirense: agora tem que torcer para o juiz não errar
É insuportável. Mais uma vez a arbitragem se torna o centro das atenções quando poderíamos focar em outros aspectos da partida entre Palmeiras e Sport, ontem, no Palestra Itália. Culpa, agora, de Elmo Resende que se embananou todo no gol de empate do time da casa.
Quando o lateral Armero mandou a bola para a área e Elmo Resende soou o apito precipitadamente já estava decidido que um dos times sairia prejudicado:
O Palmeiras seria lesado se o gol de Danilo – legal – fosse anulado.
O Sport seria prejudicado pois os jogadores pararam ao ouvir o apito do juiz.
Quem levou a pior foi o time pernambucano, já rebaixado para a Série B em 2010. Fruto da derrocada que se iniciou com a eliminação da Libertadores da América, para o próprio Palmeiras, e que teve seu capítulo final no soar equivocado do apito de Elmo Resende.
Será que no final de semana teremos manchetes só sobre o resultado dos jogos e não aos erros dos árbitros?
Agora é assim: não basta torcer para o seu time do coração. Tem que torcer, também, para o juiz não fazer besteira.
nov/092
Obina admitiu? Não interessa!
O árbitro Carlos Eugênio Simon (ô assunto chato, meu deus) contou que Obina admitiu que fez falta em Maicon, do Fluminense.
Luiz Gonzaga Belluzzo, do Palmeiras, disse que isso é cascata. Ele jamais admitiria o que não fez.
O auxiliar de Simon no jogo, Marcelo Bertranha, confirmou a história do árbitro gaúcho.
O que isso quer dizer? Absolutamente nada!
Mesmo que Obina, estranhamente, dissesse que fez uma falta que não fez, Simon nos contasse isso e o auxiliar assinasse embaixo, NÃO IMPORTA!
O que importa é que as imagens da televisão, esse aparelho cruel que revela em Full HD as besteiras do árbitro, mostram que Obina não fez absolutamente nada.
E com isso não se discute.
nov/090
Futebol americano, canarinho e Simon
Vou misturar coisas que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Mas o blog é pessoal e me dou o direito de escrever algumas bobagens de vez em sempre.
O erro de Carlos Eugênio Simon no jogo entre Palmeiras e Fluminense traz, mais uma vez, a questão da utilização do olho eletrônico no auxílio do juiz. Na NFL (liga de futebol americano), como já expliquei anteriormente, há um recurso que os técnicos podem utilizar para desafiar a decisão do árbitro. Quando isso acontece o juiz analisa a jogada mais uma vez pela televisão e pode voltar atrás na marcação se achar que fez merda.
Mas nem mesmo esse recurso está isento de falhas. Exemplo disso foi o jogo entre Philadelphia Eagles e Dallas Cowboys no último domingo.
O jogo estava empatado em 13 x 13 faltando dez minutos para o fim. Os Eagles tinham a posse de bola e precisavam apenas de centímetros para conseguir mais quatro tentativas de percorrer dez jardas.
Pausa para quem não sabe como funciona o futebol americano (eu mesmo não sou um especialista, apenas gosto bastante). O jogo consiste em avançar o território inimigo até a chamada end zone, onde se anota o touchdown. O time que ataca tem quatro tentativas para avançar pelo menos dez jardas. Caso isso não aconteça até a terceira tentativa quem ataca executa um punt – joga a bola o mais distante possível da sua end zone para que o adversário ataque.
Mas quem ataca também pode tentar avançar as jardas que faltam na quarta tentativa. Isso é arriscado, pois caso não consiga o adversário começará a ofensiva daquele ponto e já ganha bastante território logo de cara.
Foi isso o que tentou fazer o Philadelphia Eagles: avançar os centímetros que faltavam na quarta tentativa para assim conseguir o first down (mais quatro oportunidades para percorrer dez jardas).
O quarterback dos Eagles (jogador que lança a bola e coordena as jogadas ofensivas), Donovan McNabb, tentou ganhar esses centímetros na marra, encarando a defesa. Ele teria conseguido o first down não fosse o erro da arbitragem, que posicionou a bola erradamente, um pouco antes de onde aconteceu a queda do jogador.
O técnico do Philadelphia, Andy Reid, desafiou a decisão do árbitro. Mesmo após rever a jogada o juiz da partida não voltou atrás e deu a posse de bola para o Dallas Cowboys, que começou a atacar já do meio de campo. Logo na terceira tentativa os Cowboys conseguiram o touchdown que lhes deu a vitória. Algo que não teria acontecido se o juiz, que teve duas oportunidades para fazer a coisa certa, voltasse atrás na marcação e desse first down para os Eagles.
Ou seja, nem mesmo com a ajuda do olho eletrônico os árbitros ficam isentos de fazer merda. O erro neste jogo entre Eagles e Cowboys praticamente selou a derrota dos donos da casa. É evidente que o número de besteiras diminui vertiginosamente com esse recurso. Não é raro ver os juízes no futebol americano voltando atrás em uma decisão. Sem demérito nenhum, é impossível ver todos os detalhes do lance a olho nu e tomando decisões imediatamente.
Voltando para o futebol jogado primordialmente com os pés (embora tenha alguns malandros que insistem em fazer gol com a mão). Simon, no momento do lance, pode ter errado sem querer mesmo. Não duvido. Se houvesse algo parecido com o desafio utilizado no futebol americano na peleja canarinha, talvez ele pudesse voltar atrás e validado o gol do Palmeiras. O que não pode – e aí me parece desonestidade pura e simples – é o árbitro gaúcho insistir em dizer que viu falta do Obina mesmo depois de assistir as imagens da televisão. Não há a menor dúvida que o gol foi legal e que ele errou. Seria, sim, de uma grandeza exemplar se ele admitisse o equívoco.
É uma pena que insista em justificar o injustificável.
nov/090
Belluzzo está certo, mas age com a paixão
Luiz Gonzaga Belluzo, presidente do Palmeiras, é um apaixonado pelo clube que dirige. Disse que o Fluminense também jogou mal. Tudo bem, o Tricolor das Laranjeiras pode não ter jogado o fino, mas foi muito superior ao Verdão.
Belluzzo tem todo o direito de reclamar. Só não pode usar os erros de arbitragem para mascarar uma realidade: o Palmeiras não está jogando absolutamente nada e não é de hoje que não faz por merecer a liderança.
Só não perdeu o primeiro lugar antes porque nenhum outro time se dispôs a fazê-lo. Nem mesmo o São Paulo, tricampeão brasileiro e ponteiro da tabela, inspira confiança. Se futebol é momento, o favorito nesse instante é o Flamengo, clube que faz campanha impecável no segundo turno do Brasileirão.
Simon
Se Carlos Eugênio Simon foi mal-intencionado ou não ao anular o gol legítimo de Obina, o que importa é que não pode mais apitar. A CBF – e não Rogério Ceni, que não manda nisso – resolveu afastar o árbitro do Campeonato Brasileiro 2009. Resta saber se vai mudar a indicação para a Copa do Mundo de 2010. Seria uma incoerência sem tamanho se Simon viajasse para a África do Sul. Mas é de incoerências como essa, infelizmente, que vive o futebol brasileiro.
out/090
É hora de mudanças no líder Palmeiras

Nunes marcou duas vezes com a camisa cintilante do Ramalhão
Ah, Palmeiras. Assim não.
O jogo contra o Santo André tinha tudo para ser o da recuperação. Aquele jogo que colocaria o time de Muricy Ramalho no caminho das vitórias e do título. Não foi o que aconteceu.
O Verdão tomou o primeiro gol logo aos 20 minutos do primeiro tempo e se desesperou. Parecia que estava enfrentando um time dificílimo quando, na verdade, tratava-se do 17º colocado na tabela envergando uma ridícula camisa amarela berrante (se o Palmeiras entrasse com o uniforme marca-texto mal daria para ver o jogo).
O que se viu dali em diante foi patético. Diego Souza se ocupou mais em reclamar do que jogar bola. Obina perdeu duas boas chances pois só faz gol sem querer. Quando quer, na maioria das vezes a redonda vai para longe. Edmílson não tem mais pique para marcar no meio de campo. Domingo passado tomou um baile de Petkovic, esta noite apanhou para marcar Marcelinho Carioca! Resultado: 2 x 0 enfrentando o pior ataque do Campeonato Brasileiro.
O Palmeiras, pela tal “gordura” acumulada, continuará líder independente dos resultados do final de semana. Mas está na hora de acordar e, principalmente, de Muricy Ramalho fazer mudanças no time titular.
Ou o alviverde vai deixar escapar um campeonato que estava tranquilo nas suas mãos.
PS.: Mano Menezes deve estar se roendo de remorso. O mal desempenho dos líderes mostra como ele jogou a toalha cedo. Se o Corinthians se esforçasse só um pouquinho poderia muito bem almejar a tríplice coroa.
ago/092
Belluzzo, felizmente, vai na contramão
Corajosa e reconfortante a entrevista de Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras, para o Bate Bola da ESPN Brasil.
O dirigente negou a saída do volante Pierre. Ainda disse que nenhum jogador será negociado até o final do Campeonato Brasileiro e totalmente contrário aos clubes que negociam atletas nesse período. Com tantos times perdendo suas estrelas (o maior exemplo é o Corinthians), a notícia é um alívio.
Se cumprir a promessa (e o torcedor palmeirense certamente vai cobrar se isso não acontecer), o Palmeiras se torna, ainda mais, seriíssimo candidato ao título de campeão brasileiro.
jul/090
Reflexões sobre Muricy no Palmeiras
Luiz Gonzaga Belluzzo confirmou pelo Twitter a contratação de Muricy Ramalho pelo Palmeiras. Alguns pitacos sobre a sequência de acontecimentos:
- É possível que Muricy Ramalho e Palmeiras tenham deixado as coisas encaminhadas já na primeira conversa. O técnico disse que, depois de tanto tempo de São Paulo, precisava de descanso. Ficou um mês recarregando as baterias para assumir o Palmeiras.
- Outra possibilidade é o Internacional ter permanecido com o técnico Tite pois Muricy já estaria com tudo pronto para assumir o Palmeiras. Não é nada impossível.
- Se Belluzzo contava com a possibilidade de ter Muricy, é óbvio que não efetivaria Jorginho mesmo com os resultados expressivos que conseguiu. Quando a Globo noticiou que ele foi promovido, a assessoria do Palmeiras se apressou em desfazer qualquer confusão.
- Digamos que o Palmeiras tivesse anunciado Muricy como técnico, mas dissesse que ele só assumiria depois de um mês… Não faria o menor sentido. A torcida do Alviverde precisava da sensação de que alguém, mesmo que fosse o interino, estava no comando. Se Jorginho fosse mal, Muricy já chegaria como solução. Se fosse bem (e foi) , o novo técnico já teria um time bem encaminhado no Campeonato Brasileiro.
- Muricy chega ao Verdão com o Palmeiras no topo da tabela. Se Jorginho, o interino, conseguiu alcançar essa posição, o mínimo que a exigente torcida do Verdão espera é o título. Sem qualquer exagero.
jul/090
Muricy descansa e fecha com o Palmeiras

Muricy aproveitou as férias e vai assumir o Verdão
Muricy Ramalho é o novo técnico do Palmeiras. Essa é a informação da repórter Joanna de Assis para o site globoesporte.com.
Depois de ter desistido do acerto por motivos financeiros, Luiz Gonzaga Belluzzo insisitiu na contratação do ex-técnico do São Paulo e, depois de um mês de férias, Muricy Ramalho fechou com o Palmeiras. Aí está o verdadeiro motivo para a não efetivação de Jorginho. O novo técnico se apresenta amanhã na Academia de Futebol.
Neste momento, Tite respira aliviado no Internacional.
