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dez/09
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Nem Robin Williams se leva a sério

Com um pouco de atraso, mas vou dar o meu pitaco sobre a polêmica envolvendo o ator Robin Williams. No programa de entrevista de David Letterman ele afirmou: “Espero que a Oprah (Winfrey, apresentadora) não esteja chateada com as Olimpíadas. Chicago mandou Oprah e Michelle (Obama, primeira-dama americana). O Brasil mandou 50 strippers e meio quilo de pó. Não foi justo.”

Segue o vídeo também:

Eu achei engraçado. Exatamente porque entendo que se trata de uma brincadeira, nada mais. Muitas pessoas viram nas palavras de Robin Williams um preconceito contra o Brasil. Há quem defenda que ele nunca mais seja autorizado a visitar o país! Nada de visto para ele! Não penso desta forma, acho que nem o ator se leva tão a sério.

Tanto não se leva a sério que brinca com algo que lhe foi um mal imenso. Robin Williams teve problemas com cocaína e precisou de ajuda para se livrar do vício. Além disso, ao comparar o meio quilo de pó e as 50 strippers com Oprah e Michelle Obama, ele brinca, também, com as duas americanas. Elas teriam até mais motivos para ficarem magoadas. Segundo a “lógica” do ator elas seriam menos convincentes que strippers e cocaína. Mas pergunte a elas se ficaram ofendidas? Provavelmente não. Ambas devem ter senso de humor e sabem que se trata de uma gozação.

Para finalizar. Piadas, em geral, são debochadas e policamente incorretas. Se não fossem o mundo seria um porre. Não existiria piada de português, loira, corintiano, sogra, turco e por aí vai.

Portanto, vamos deixar a hipocrisia de lado e, para variar, rir um pouco.

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out/09
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A farra vai começar

O Rio de Janeiro vai sediar as Olimpíadas de 2016. Não é só Lula, Paulo Coelho e Carlos Arthur Nuzman que estão com um sorriso no rosto. Os donos de empreiteiras também estão estourando champagnes e comemorando a escolha. Será uma farra ainda maior do que o Pan-2007 e a Copa do Mundo de 2014.

Não precisa ter bola de cristal para saber as notícias que veremos nos próximos sete anos: obras atrasadas, notas superfaturadas e uso indevido de dinheiro público. No final, os jogos Olímpicos no Rio-2016 serão realizados e todos os desmandos serão varridos para debaixo do tapete. Assim como aconteceu no Pan-2007.

Espero, sinceramente, estar equivocado daqui a sete anos. Mas há muita chance de isso acontecer?

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out/09
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Vai Chicago (pode ser Madri e Tóquio também)!

Sou contra a realização das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Nada tem a ver com bairrismo ou qualquer bobagem do gênero. Pensaria da mesma forma se fosse em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília ou Araraquara. Os Jogos simplesmente não podem acontecer no Brasil. Por mim, nem a Copa de 2014 seria aqui.

“Ah, mas nunca houve uma Olimpíada na América do Sul”. Azar! Se não houve até agora, é porque nunca um país do continente teve condições de sediar o evento. Se daqui a trinta anos o próprio Rio de Janeiro reunir características para isso, ótimo!

Muitos dos que apóiam a candidatura do Rio têm memória curta. O Pan-2007 está aí como maior exemplo do porquê não devemos fazer um evento deste porte. O orçamento inicial era de 524 milhões de reais. Quase nada. A conta final ficou acima de 2 bilhões e oitocentos mil reais. Legado para a Cidade Maravilhosa? Quase nenhum. Além disso, ganharam um enorme elefante branco chamado Engenhão. Nem mesmo a torcida do Botafogo aproveita.

Se no Pan-2007 foi injetado todo esse dinheiro e o orçamento era, digamos, modesto, o que dizer do planejamento para as Olimpíadas de 2016? Projeta-se gastar cerca de 5 bilhões de reais e a brincadeira nem começou.

O negócio é torcer por Chicago, Madri ou Tóquio. Caso contrário, prepare o seu bolso.